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julio 26, 2016

«Produção de texto legível para a Internet»



Regina Rossetti e Clóvis Furlanetto
«Produção de texto legível para a Internet»

Pauta Geral. Estudos em Jornalismo, vol. 3, n.º 1, 2016

Pauta Geral. Estudos em Jornalismo | Universidade Estadual de Ponta Grossa | Mestrado em Jornalismo | Ponta Grossa | Paraná | BRASIL


Extracto de páginas 45-46 y 48-54 del artículo en PDF




«A influência da cor na legibilidade

»Outro elemento essencial é a cor, pois a Internet é uma tela em branco de uma pintura que vai ganhando vida à medida que o artista — que neste caso podemos citar como sendo os desenvolvedores, webdesigners, jornalistas, publicitários, educadores, ou seja, todo aquele que de alguma maneira — contribui para a criação do espaço virtual e coloca um pouco de sua experiência na concepção de um site, blog ou outro ambiente, onde as pessoas interagem em busca de conhecimento, entretenimento, diversão ou qualquer tema que lhe interesse.

»No início dos anos 1990 não haviam computadores como os atuais e só existia uma cor: as telas verdes dos antigos 386 ou 486 e lá pela metade desta década os monitores preto e branco surgiam para dar outra tonalidade à monocracidade dos PCs. Por este motivo quando a Internet desembarcou no Brasil em 1995 não havia uma preocupação gritante com a qualidade do que era publicado na WEB, na realidade a implementação da WEB 2.0 onde a multimídia pode ser uma aliada mais ativa dos desenvolvedores é que possibilitou o crescimento e apelo visual diferenciado.

»A cor é um elemento presente e essencial em todos os veículos, com exceção do rádio, mas mesmo assim está no imaginário do ouvinte ao “pensar” a notícia, ao ouvi-la pelo seu aparelho. Ela é responsável por sensações que viabilizam ou impedem o acesso de alguns internautas, pois a sua força pode estar relacionada com alguma questão emocional evocada por sua visualização como afirma Modesto Farina em sua obra Psicodinâmica das Cores em Comunicação:

»As cores constituem estímulos psicológicos para a sensibilidade humana, influindo no indivíduo, para gostar ou não de algo, para negar ou afirmar, para se abster ou agir. Muitas preferências sobre as cores se baseiam em associações ou experiências agradáveis tidas no passado e, portanto, torna-se difícil mudar as preferências sobre as mesmas. (FARINA, 2013, p.96)


»A sua força também é mais presente nas telas dos computadores do que nos materiais impressos, pois neste segundo são utilizadas apenas quatro tonalidades que não têm muitas nuances diferenciadas: são as chamadas CMYK, onde o C é o Ciano (uma mistura das luzes azul e verde), M é Magenta (um tom de vermelho), Y é o Yellow (amarelo) e o K representa a palavra Key (em inglês, chave) que é a cor preta que faz a ligação entre as demais cores para formar suas variações. É um tipo de sistema de cores que só pode ser utilizado em materiais impressos.

»Já para a Internet (telas dos computadores e mídias móveis) utilizamos o sistema RGB (Red: vermelho, Green: verde e Blue: azul) com estes sistemas podemos chegar até 16 milhões de combinações e tonalidades de cores possíveis o que abriu um novo mundo para as imagens (estáticas e animadas) e a criação de ambientes virtuais onde o internauta possa navegar com uma sensação maior de realismo.


»[...]



»Os veículos de comunicação e o texto digital

»Como em outras mídias, não há uma padronização textual, ou seja, cada veículo segue seu próprio manual de redação e estilo que representa o conjunto de ideias e conceitos que devem ser apresentados em uma matéria jornalística. Claro que a obediência das regras gramaticais e de concordância é um ponto em comum para a produção dos materiais jornalísticos.

»Esta falta de padrão é notada em maior escala na Internet, pois quando os jornais impressos perceberam a importância em manter uma versão digital de seus periódicos na grande rede de computadores, não houve a preocupação em propiciar ao leitor um novo estilo de texto, nenhuma formatação especial, apenas a migração do texto do papel para a tela do computador.

»Isto gerou graves problemas de leitura, pois a leitura no impresso é feita de maneira linear, ou seja, sem a interação com outros elementos como vídeos e um maior número de imagens e segue um único sentido de cima para baixo. Já no online a sequência de leitura segue o mesmo padrão da leitura tradicional, pois é o que o leitor está habituado como diz Pinho sobre o elemento do design sequência que:

»Portanto, a sequência diz respeito à condução do leitor pelos elementos da página. Como os olhos movimentam-se habitualmente da esquerda para a direita e de cima para baixo, o designer pode dispor os elementos para que eles comecem se fixando no ângulo superior esquerdo e desçam progressivamente em diagonal da esquerda para a direita e de cima para baixo. No movimento em “Z”, a maneira mais comum de controlar e conduzir os olhos, os elementos são colocados no caminho do que pode ser considerado o movimento normal da vista. (PINHO, 2003, p.160)


»Desta forma o leitor ou interleitor — que é o leitor dos conteúdos produzidos para a Internet e citado pelo pesquisador em suas palestras — tem o poder de “zapear” dentro dos sites que mais lhe agradar sem ficar preso às amarras da ditadura do papel que ao terminar uma folha de notícias não há mais o que fazer a não ser aguardar o dia seguinte, enquanto que na Internet as informações podem ser atualizadas a cada instante.

»(...) o texto foge da linearidade convencional imposta pelo impresso e seduz o leitor com a possibilidade de escolha na forma de ler o conteúdo, ou seja, o texto digital deve informar no início os dados principais da notícia de forma a conquistar o internauta, ou como vou denominá-lo para facilitar e adequar à nova mídia: o interleitor, o que busca a informação digital. Essa informação inicial transmite os dados básicos de uma notícia: Quem, Como, Onde e assim sucessivamente fornecendo condições de uma visão ampla do fato. Nos veículos impressos o lead inicia o texto e na sequência o mesmo é trabalhado com informações adicionais lineares em colunas e parágrafos. No meio digital o lead tem funcionado como uma espécie de “vitrine” da matéria, ou seja, o interleitor lê o conteúdo inicial e se gostar pode se aprofundar no assunto através de um hiperlink disponível no texto. (FURLANETTO, 2014, p.2)


»No online temos a possibilidade de agregar estilos de vários tipos de mídia: o texto do impresso, a imagem e som da televisão e a agilidade do rádio que é relacionado ao conceito de multimidialidade que estabelece entre o indivíduo e o conteúdo uma interação que permitirá a junção de mídias distintas [NOTA 3: Maria Clara Aquino Bittencourt – revista ALCEU - n.28 - jan./jun. 2014 – adaptado]. Nilson Lage cita “a existência de uma integração entre o texto e a organização das páginas, o estilo gráfico e os infográficos estáticos ou dinâmicos”:

»Não se trata, aqui, de escrever como no jornal, mas de projetar o texto em dois ou três passos: (a) o título ou flash lead; (b) na mesma página ou em hiperlink um bloco que corresponde ao lead impresso, mas lembra, pela linguagem, a nota lida ao vivo na televisão; e, facultativamente, (c) o corpo da matéria com a opção de imprimir. É possível, mas ainda raro, que o portal ofereça a matéria prima de que se extraiu a informação: o inteiro teor da entrevista telefônica; link para a íntegra de documentos legais etc. (LAGE, 2012, p.175)


»A produção digital de conteúdo significa, segundo o autor Bruno Rodrigues (2000, p.5), “aliar texto, design e tecnologia, e tratá-los como um componente único — a informação”, ou seja, não basta termos um conteúdo bem produzido, devemos ter como complementação os novos recursos tecnológicos e uma diagramação atraente para que o fato transformado em informação de valor possa ser devidamente assimilado pelo leitor.

»Algumas regras podem ser adotadas para melhorar a produção de textos na Internet, mas é sempre importante lembrar que estamos lidando com diversos tipos de público e o conteúdo pode ser considerado, em muitos casos, como um produto a ser apresentado aos clientes (usuários), claro sem perder o objetivo principal de todo texto jornalístico: informar e apurar o seu fato.

»Neste ponto a produção digital conquista a cada dia um espaço maior por permitir agregar maior valor aos textos e possibilitar uma maior interação entre o veículo e seu leitor — ou agora também conhecido como usuário — que pode usufruir dos benefícios que a tecnologia aliada à produção textual fornece.

»Ter em mente o tipo de linguagem ou abordagem que o cliente quer dar ao produto. O conteúdo textual está diretamente ligado à preocupação com o consumidor. É nesse momento que se estabelecerão os tipos de expressões que podem ser usadas ou adaptadas. Se o público é crítico e politizado, pode-se conquistá-lo com pequenas ironias no texto. Se o público é ligado à música, é claro que poderão ser usadas, desde que moderadamente, expressões que dizem respeito ao estilo definido (por exemplo, no lançamento de um disco num site). Se o público valoriza a informação e a qualidade de uma empresa em detrimento das qualidades das concorrentes, é preciso pôr tudo isso num texto claro e direto, de forma séria e concisa, pois, nesse caso, estamos lidando com empresários. (MOURA, 2002, p.77)


»Os nichos de leitores na Internet possibilitam a criação de conteúdos diferenciados, seguindo os gostos e tendências deste público específico. Este ponto reflete a questão da usabilidade que um sistema tem em agradar o seu usuário.

»Segundo o autor Eduardo Mercovich, “definimos usabilidade de um sistema ou ferramenta como uma medida de sua utilidade, facilidade de uso, facilidade de aprendizagem e apreciação para uma tarefa, um usuário e um determinado contexto”. Desta forma temos a condução do internauta pela interface desenvolvida e aplicada ao gosto de seu público.

»O mesmo ocorre em maior grau no Facebook, onde as pessoas procuram outras que tenham os mesmos gostos e interesses — neste caso os veículos buscam diversificar criando páginas onde relacionam seus leitores com os interesses procurados. Só para citar uma rede social que foi desativada em 2014, no ORKUT, eram trabalhadas comunidades ao invés de páginas. Os interessados em determinados assuntos específicos criavam locais em que suas ideias e expressões de vida poderiam ser exploradas por pessoas com os mesmos objetivos. […]



»As diferenças entre mídias impressas e digitais

»Para termos uma ideia clara das diferenças entre os veículos impressos e os digitais é necessária uma breve explicação sobre o tipo de leitura encontrada em cada um. No primeiro temos uma forma linear de texto e padronização de tamanho para a folha do jornal. O formato “Standard” é adotado pelos maiores jornais do mundo como o ideal para uma leitura visualmente agradável. Na Internet a única limitação é a tela do computador, mas que não impossibilita uma leitura ágil. O recurso do hiperlink permite ao usuário visualizar outro texto ou parte do mesmo texto, a partir de palavras ou caracteres destacados na apresentação visual do hipertexto (textos nos quais existem palavras ou símbolos que estão ligados a outros textos).

»De forma bem simplificada, poder-se-ia dizer que o termo hipertexto designa uma escritura não-sequencial e não-linear, que se ramifica de modo a permitir ao leitor virtual o acesso praticamente ilimitado a outros textos, na medida em que procede a escolhas locais e sucessivas em tempo real. (KOCH, 2007, p.25)


»Com a utilização desses recursos o texto foge da linearidade do convencional imposta pelo impresso e seduz o leitor com a possibilidade de escolha na forma de ler o conteúdo. Além disso, há elementos que caracterizam a melhoria da leitura na Internet e representam a navegabilidade, interação e compreensão dos conteúdos existentes.

»Definamos a navegabilidade como a maneira que o internauta se move dentro de um projeto WEB (site, blog, rede social) a interação fornece as ferramentas necessárias para que as pessoas possam trocar ideias e “conversar” com o conteúdo, já a compreensão dependerá das referências dos usuários e de suas relações com os temas abordados - neste ponto é importante ressaltar que há um novo elemento que gera o tipo de leitura que é a participação na geração do próprio conteúdo, pois a leitura nos meios digitais criou, ou melhor, possibilitou ao leitor a posição colaborador mais ativo da formação da informação.

»O principal ponto com o qual os veículos de comunicação tradicionais lidam é o fato de que as ferramentas da web 2.0 permitem que qualquer cidadão, em qualquer parte do mundo – desde que tenha acesso à rede -, publique fatos, opiniões, análises, sem se preocupar com questões como custos de impressão ou distribuição. O resultado disso? Se antes era função exclusiva da mídia e de seus profissionais decidir quais temas seriam publicados e quais não – com base em critérios como relevância e, por que não?, espaço ou tempo disponível -, agora os assuntos são publicados em todas as partes e a todo momento. Se antes se filtrava para publicar, hoje se publica para depois filtrar. (KÜNSCH;MARTINO, 2010, p.132 e 133)


»Nos dias atuais vivemos o problema do acúmulo de tarefas e a falta de condições para selecionar um momento do dia e aprofundar uma leitura de jornal. Esse “tempo” de análise textual está comprovadamente reduzido e por este motivo os sites que fornecem conteúdo para Internet buscam um texto objetivo, como deixa claro Moura (2002, p.56): “Frases curtas e pontuação são essenciais na rede. Controlar o ritmo da frase e preferir sempre períodos curtos fazem a diferença para quem lê numa tela de computador.”

»Mas há uma convergência de outras mídias que agregam maior valor a notícia, quando o conteúdo é publicado e tem a opção de exibir um vídeo, ou se colocar mais imagens do fato para ilustrar como ocorreu em uma sequência e não apenas aquela foto escolhida no meio de tantas outras.

»No capítulo anterior foi citado que o tipo de leitor mais comum na Internet é o “scanner”, que faz uma leitura por varrimento visual para buscar o que for de seu interesse. Mas existem ainda mais quatro tipos de leituras que pode ser encontradas e são citadas por Pinho (2003, p.192), que são as leituras superficial, por varrimento, intensiva e extensiva:

»Leitura superficial: Os leitores movem rapidamente seus olhos sobre a tela do computador para verificar se o material é relevante para suas necessidades. Similar ao que acontece com o texto impresso, quando um leitor corre primeiro os seus olhos no documento para retirar dele o que é essencial. Leitura por varrimento: Se o texto da WEB preenche suas necessidades, os leitores vão rapidamente focalizar partes específicas de informação e podem depois fazer a rolagem da tela. Leitura intensiva: Como no documento impresso, os leitores param, por haverem decidido que o texto é relevante, e leem uma pequena quantidade de conteúdo para obter uma informação mais aprofundada. Leitura extensiva: A grande maioria dos usuários não gosta da leitura extensiva online e preferem imprimir o texto para ler, por razões como o fato de a leitura na tela ser mais lenta e a baixa resolução do monitor provocar fadiga visual. Alguns usuários ainda têm restrições de tempo por causa do custo da ligação telefônica com o provedor ou por estar acessando a internet em computador de uma biblioteca pública. (HEMMERICH; HARRISON, 2002 apud PINHO, 2003, p.192)


»Temos que apenas desconsiderar parcialmente as afirmações do tipo de leitura extensiva, pois atualmente não temos mais o problema de acesso por conexão discada e falta de equipamentos (computadores), mas este ponto é interessante ser discutido brevemente para que possamos ter uma ideia de como a leitura na internet avançou nos últimos anos, mas ainda há pessoas que preferem ler em papel a fazê-lo na tela dos computadores.

»Quando não havia conexão por fibra ótica, apenas para citar um tipo, o usuário era obrigado a se conectar por meio de um modem e linha telefônica, a alta tarifa das ligações, a lentidão da conexão e o alto custo dos equipamentos deixavam grande parte da população fora do acesso a WEB. Com a popularização dos hardwares e avanços tecnológicos constantes, atualmente é quase impossível encontrar alguma pessoa sem nenhum tipo de acesso à internet, seja por smartphone, tablete o computadores (desktops ou notebooks) o que contribuiu para a melhoria da comunicação mediada por computadores (CMC) e a procura por informações aumentou com o acesso aos meios de comunicação disponíveis na grande rede.

»Então um grande facilitador da leitura nos meios digitais é a tecnologia aliada aos recursos de acessibilidade existentes, mas um grande limitador ainda é a tela onde são exibidas as notícias, sejam monitores maiores ou menores. O problema é de que maneira serão formatadas as informações para a inserção e absorção do público.

»O internauta busca agilidade e objetividade, ou seja, textos extensos afastam um possível leitor da internet. O que deve ser trabalhado é a fragmentação por meio dos links, como citado anteriormente, a publicação de materiais longos e cansativos apenas afastará os leitores do site ou portal, neste caso as redes sociais não trabalham com esse tipo de conteúdo mais longo, os usuários precisam ter a informação de maneira mais curta e direta, dada a necessidade constante de tempo para outros afazeres e procurar transmitir a informação de forma clara é a melhor solução.



»REFERÊNCIAS

»BITENCOURT, M. C. A. Interatividade, hipertextualidade e multimidialidade no processo de convergência da cobertura de protestos pelo coletivo Mídia Ninja. Revista ALCEU, Rio de Janeiro, v. 14 - n.28 - p. 188 a 201 - jan./jun. 2014.

»FARINA, M.; PEREZ, C.; BASTOS, D. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgar Blucher., 2013.

»FURLANETTO, C. A Legibilidade textual na produção de conteúdo jornalístico na Internet. 10º Interprogramas de mestrado Faculdade Cásper Líbero. São Paulo, SP - 7 e 8 de novembro de 2014.

»KOCH, I. G. V.: Hypertext and the construction of sense. Alfa, São Paulo, v.51, n.1, p.23-38, 2007 – Disponível em http://seer.fclar.unesp.br/alfa/article/viewFile/1425/1126

»KÜNSCH, D. A.; MARTINO, L. M. S. Comunicação, jornalismo e compreensão. São Paulo: Pleiade, 2010.

»LAGE, N. Estrutura da notícia. 6. ed. rev. e atual. São Paulo: Atica, 2012.

»MOURA, L. de S. Como escrever na rede: manual de conteúdo e redação para Internet. Rio de Janeiro:Record,2002.

»PINHO,J.B. Jornalismo na Internet: planejamento e produção da informação on-line. São Paulo:Summus,2003.

»WARDE, M. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.

»WILLIAMS, R.; TOLLETT, J. Web design para não-designers: um guia objetivo para você criar, projetar e publicar o seu site na web. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2001.»





julio 19, 2016

«Literatura catalana infantil: continguts, metodologia i avaluació»



Anna Esteve Guillén, Josep M. Baldaquí Escandell, Maria Àngels Francés Díez, Antoni Maestre Brotons, Vicent Vidal Lloret e Irene Mira Navarro
«Literatura catalana infantil: continguts, metodologia i avaluació»

Innovaciones metodológicas en docencia universitaria: resultados de investigación
coord. por José Daniel Álvarez Teruel, Salvador Grau Company y María Teresa Tortosa Ybáñez
Alicante, Universidad de Alicante: Vicerrectorado de Estudios, Formación y Calidad e Instituto de Ciencias de la Educación (ICE), 2016.


Extracto de páginas 1486, 1488-1489 y 1495-1497 de la publicación del libro en PDF




«La motivació principal d’aquesta Xarxa ha estat millorar la docència de l’assignatura Literatura catalana Infantil (17557) per contribuir a millorar la qualitat docent — un dels objectius estratègics de formació de la Universitat d’Alacant i del programa de Xarxes de l’ICE— i, en conseqüència, oferir una formació més completa, equilibrada, actualitzada (i, per tant, innovadora) i ajustada a les necessitats de l’alumnat de la Facultat d’Educació.


»[...]


»Hem plantejat activitats pràctiques concretes (vegeu l’apartat de resultats), de caràcter individual i col•lectiu, per a desenvolupar l’assignatura, en les quals l’ús de diferents TIC esdevé natural i habitual (des de la consulta de llocs webs fins a la creació de vídeos o booktrilers, entre altres). No cal insistir en la importància d’incorporar les noves tecnologies a la tasca docent universitària i, sobretot, a la rutina diària de l’alumnat (no solament en relació amb l’oci —que és la vessant que dominen [NOTA 2]— sinó també i sobretot a la formació crítica i intel•lectual: ja siga en forma de destresa o de competència que podran desenvolupar i aplicar en la seua professió i que els permetrà integrar-se amb més garanties en el món actual. Com afirma Coll (2005: 9 [Lectura i alfabetismo en la sociedad de la información. UOC Papers, 1, 4-10. Recuperat de http://www.uoc.edu/uocpapers/1/dt/esp/coll.pdf ]), en la nova societat de la informació, els ciutadans i les ciutadanes hauran d’estar alfabetitzats no solament en la cultura lletrada sinó també en les tecnologies digitals, en els llenguatges audiovisuals, el maneig de la informació, etc.



»Metodologia

»La metodologia que hem seguit en aquesta xarxa ha estat oberta i flexible a les necessitats dels seus membres. Els objectius plantejats s’han desenvolupat a través del treball individual, centrat en la recerca de bibliografia relacionada amb les TIC, noves metodologies i nous conceptes interessants per a l’ensenyament de la literatura infantil i juvenil, que ha revertit directament en l’elaboració d’alguns documents conjunts sobre bibliografia, pràctica metodològica de l’assignatura i anàlisi de narrativa audiovisual, com mostrarem amb detall en l’apartat de resultats. Així com també a partir de la sol•licitud d’un curs de formació específic (obert a tot el PDI del Departament de Filologia Catalana) sobre l’Aprenentatge Basat en Projectes amb el propòsit d’aplicar-lo durant el curs pròxim a les classes de l’assignatura Literatura Catalana Infantil (17557). En concret, en una de les pràctiques avaluada amb un percentatge del 25% de la nota final, com mirarem de detallar en l’apartat de propostes de millora.

»Tant el treball individual com l’elaboració conjunta dels documents esmentats s’han presentat, comentat i debatut en les diferents reunions presencials que els membres de la Xarxa han mantingut al llarg d’aquestes sis mesos de treball (gener-juny).


»[...]



»Conclusions

»Comptat i debatut, entenem que els objectius plantejats en aquesta xarxa s’han pogut acomplir com evidencien els diferents documents de treball que aportem en aquesta memòria i les propostes de millora.

»Considerem que la metodologia i el pla de treball d’una assignatura defineixen el plantejament docent i la concepció de l’ensenyament de la literatura que defensen els docents que la imparteixen alhora que condicionen essencialment l’avaluació i els continguts que s’hi presenten com a fonamentals.

»El treball realitzat en la nostra xarxa ha permés posar en comú i debatre la metodologia docent amb què impartim els diferents blocs de continguts de l’assignatura i consensuar-ne les que considerem més pertinents i beneficioses per a la formació de l’alumnat del grau de Mestre en Educació primària. Com hem pogut comprovar a partir dels documents presentats, proposem una metodologia activa i participativa que s’orienta principalment a la millora de la competència comunicativa, tant escrita com oral, i es fonamenta en aspectes tan decisius com la creativitat i la promoció del pensament crític. Moltes de les activitats que plantegem són exemples d’ensenyament concret i actiu i, en la majoria de casos (animacions lectores, activitat literària, lectura col•lectiva) cooperatiu, a partir d’un problema que es planteja l’alumnat ha de buscar solucions per mitjans diversos (apunts de classe, bibliografia sobretot creativitat). Alguns exemples són l’elaboració d’anàlisi crítica d’una obra literària i l’activitat de l’animació lectora.

»Aquestes característiques fomenten la motivació i la implicació de l’alumnat, més encara si pensem que són activitats que considerem útils, essencials i habituals en la pràctica docent futura del nostre alumnat.



»Dificultats trobades

»Les dificultats trobades en el procés de treball de la xarxa ha estat, com sol ser habitual, la disponibilitat d’hores del professorat implicat. Amb tot, s’ha intentat superar a partir dels recursos virtuals i col•laboratius que ofereix la xarxa (des del xat, fins al google drive o dropbox). Així mateix, l’escassa formació dels membres de la xarxa en la metodologia d’Aprenentatge Basat en Projectes s’ha pogut millorar a partir de la lectura d’estudis i webs especialitzades (vegeu la bibliografia final) i a través del curs de formació sol•licitat i acceptat per l’ICE, a qui agraïm totes les facilitats que ens han proporcionat per a dur-lo a terme.



»Propostes de millora

»El nostres propòsit és aplicar la metodologia de l’Aprenentatge Basat en Projectes en una de les pràctiques de l’assignatura, concretament en l’elaboració de les animacions lectores (20% de la nota final). Considerem que aquesta activitat pot adaptar-se molt fàcilment des dels plantejaments actuals, que passem a resumir tot seguir, a la nova metodologia que volem incorporar en l’assignatura.

»Actualment, aquesta activitat consisteix a elaborar un treball sobre un autor o autora de literatura infantil i la seua obra que es realitza en grup i es presenta a la resta de companys. Es tracta d’un treball sobre un autor consagrat de la literatura infantil o juvenil en llengua catalana o en qualsevol altra llengua del món. [NOTA 4] Per realitzar-lo, cal documentar-se sobre l’autor en diferents fonts bibliogràfiques i llegir la major quantitat possible de les seues obres. Com a resultat d’aquest procés de recerca l’alumnat ha de preparar una presentació oral de l’autor i la seua obra a la resta dels companys de classe. Aquesta presentació ha d’acomplir tres objectius bàsics:

»_ Informar d’una manera amena sobre l’autor i la seua obra

»_ Interessar l’audiència sobre aquest autor i motivar-la envers la lectura de les obres presentades aplicant tècniques d’animació a la lectura.

»_ Proposar recursos didàctics per tractar l’obra de l’autor en el context escolar


»Per aconseguir aquests objectius s’ha de seleccionar molt bé la informació que es presentarà als companys i les companyes de classe (dades biogràfiques i bibliogràfiques bàsiques) i s’ha de presentar utilitzant tècniques d’animació a la lectura. [NOTA 5]

»Considerem que l’aprenentatge basat en projectes permetrà desenvolupar aquesta activitat partint dels interessos de l’alumnat, que hauran de seleccionar què volen treballar, quin és el projecte que volem dur a terme durant els mesos que dura l’assignatura. Alguns opcions podrien ser: seleccionar una temàtica rellevant per a tractar-la a partir d’obres literàries de diferents autors de la literatura catalana i d’altres i, si convé, posant-les en relació amb altres manifestacions artístiques amb què establir un contrast, una continuïtat o una comparació (les emocions, els estereotips, la mort, la violència, l’amor, etc.); triar un autor o autora i la seua obra (opció més pròxima a l’actual) per arribar a presentar-los en profunditat, a través d’algun fil conductor significatiu en cada cas; bé centrar-se en una obra concreta i analitzar-la des de diferents perspectives, de manera transversal; en aquest plantejament s’atendrà especialment els valors literaris que es complementaran des d’altres vessants i disciplines (lingüística, històrica, geogràfica, plàstica, filosòfica-moral, física, plàstica, musical, etc.).



»Previsió de continuïtat

»L’equip de professorat que, amb una certa continuïtat, venim impartint aquesta assignatura s’ha mostrat motivat i interessat a continuar millorant la docència d’una assignatura com la nostra, que entenem fonamental en la formació de futurs mestres, en altres cursos. Al llarg d’aquests mesos s’hi han proposat diverses línies de treball que s’hauran de concretar arribat el moment. Són les següents:

»Transformació del format actual de power points a prezi. En aquest format s’ofereix un guió o esquema i algunes definicions sobre els continguts de l’assignatura que estan a disposició de l’alumnat (a través del Campus Virtual) al començament de cada bloc temàtic. Aquesta conversió formal implica, lògicament, una revisió exhaustiva del contingut de l’assignatura, del disseny dels diferents blocs temàtics i sobretot del tipus d’informació i recursos que volem proporcionar al nostre alumnat, ja que les característiques formals del sistema prezi prioritzen els continguts visuals (imatges evocadores de les idees que es volen transmetre o plantejar, vídeos, enllaços) per sobre de la presència de textque ja hem iniciat. Aquest treball, de fet, ja hem començat a treballar-lo, parcialment, en la xarxa actual.

»Continuïtat en l’estudi i domini de metodologies diverses que milloren l’ensenyament-aprenentatge de la literatura, amb el propòsit d’aplicar-les en el procés de realització de les pràctiques més importants de l’assignatura.



[NOTAS]

»[NOTA 2] Diferents estudiosos com Cassany (2011) o De la Torre (2009) ja ens han advertit sobre el fals mite dels «nadius digitals», ja que en bona mesura els nostres alumnes dominen i utilitzen la xarxa en relació amb la comunicació d’àmbit personal i l’oci (twitter, facebook, xats, messenger, whatsapp), però sucumbeixen a l’hora de cercar informació en la xarxa, seleccionar-la, distingir-ne la qualitat i generar coneixement a partir d’aquesta informació.

»[NOTA 4] Proporcionem un llistat obert d’autors sobre els quals es pot realitzar el treball i garantim que n’hi hagen exemplars suficients en la biblioteca de la UA.

»[NOTA 5] Normalment es tracta de combinacions de tècniques dramàtiques (representacions teatrals, dramatitzacions, titelles, ombres xineses...), audiovisuals (vídeo...), lúdiques (jocs...), narratives, recitació de poemes, etc., que tenen la finalitat d’interessar per unes obres i un autor concrets. És molt important l’originalitat i la capacitat de sorprendre, d’emocionar, etc.»





Rafael Cunha: «Como enfrentar provas discursivas em concurso»





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»O professor Rafael Cunha vai ensinar técnicas para você responder de forma prática e eficiente às questões discursivas de concursos públicos. Aula ao vivo exibida em 12/05, às 19h.» (Master Juris)





Julio Cesar Santiago: «Como fazer provas discursivas? Técnica Design Thinking»





«Para mais conteúdo de direito tributário acesse http://juliocesarsantiago.com.br

»Nesse vídeo eu comento a técnica do design thinking que eu utilizo para solucionar problemas do cotidiano e que pode servir para quem tem que fazer provas discursivas.»





julio 12, 2016

«La startup española de inteligencia artificial que triunfa en Alemania (y aquí ignoran)»



Rocío P. Benavente
El Confidencial




«GabrieleAI escribe noticias, pero no es periodista. Es un software que utiliza la inteligencia artificial para redactar textos a partir de datos aportando contexto e interés.

»En marzo de 2014, Los Angeles Times fue el primer periódico que informó de un terremoto vivido en la ciudad. Fue gracias a otro bot, Quakebot, que redactó una breve nota en cuanto se produjo el temblor. Ken Schwencke, periodista y programador del periódico, solo tuvo que revisar y publicar. “Creo que lo teníamos publicado en tres minutos”, contaba Schencke a Slate unos días más tarde.

»Dos años después, los bots que escriben noticias ya no son eso, noticia. Están detrás de muchos contenidos que se consumen en la red cada día, como por ejemplo artículos de prensa financiera o de servicio público en los que la rapidez a la hora de aportar los datos es fundamental para informar a la audiencia.

»Una empresa española, Narrativa, cree que es posible enseñar a las máquinas a escribir mejor. En colaboración con la Universidad de Alcalá de Henares, han desarrollado un software, llamado GabrieleAI, que utiliza la inteligencia artificial para escribir, a partir de conjuntos de datos, textos breves y rápidos especialmente pensados para redes sociales y para posicionarse en los buscadores de internet. Luego vendrá el análisis de los periodistas.



»Un robot que aprende de los periodistas

»“La diferencia con la mayoría de los bots es que son softwares programáticos, en los que redactas las reglas que tiene que seguir el robot. El resultado por tanto está predeterminado y son más costosos de mantener”, explica David Llorente, fundador de Narrativa.

»El suyo, en cambio, utiliza también ejemplos de artículos escritos por periodistas para aprender todo aquello que es más difícil de programar: contexto, matices, narración... Y a partir de ahí y contando con los datos, genera sus propios textos de forma automática. “Supone un mayor trabajo a priori, pero una vez en marcha, el propio sistema va aprendiendo y mejorando”.

»Aquí va un ejemplo de como funciona GabrieleAI para generar la noticia de un partido de fútbol. Primero, aprende de los periodistas de datos que trabajan en su desarrollo cómo seleccionar cuál es la información más relevante dentro de un conjunto de datos. En el caso de un partido, se pueden extraer miles de datos, pero a un aficionado le interesará, principalmente, el resultado, la posesión y las ocasiones de marcar.




Ejemplo de texto informativo redactado por GabrieleAI


»Con esos datos elegidos, este bot supervitaminado es capaz de añadir contexto (¿qué hicieron los equipos en los partidos anteriores?), aportar un punto de vista concreto (posicionándose por ejemplo con el equipo local) y elegir expresiones dentro del área temática de la noticia (en este caso, del periodismo deportivo). Resultados deportivos, finanzas (aquí, un ejemplo sobre los resultados trimestrales de Apple), cálculos electorales (aquí, otro sobre la intención de voto del pasado mes de febrero)... GabrieleIA puede trabajar con cualquier tema cuya información básica sean los datos y cuyos lectores aprecien la inmediatez.



»Medios e inversores... pero fuera de España

»Las posibilidades que abre esta tecnología han despertado mucho interés... pero todo fuera de España. De momento colaboran con una agencia de información alemana y elaboran contenidos para periódicos locales y financieros. También están haciendo pruebas con Associated Press, y están a punto de cerrar una ronda de financiación de alrededor de un millón de euros de dos fondos de inversión alemanes.

»“Nos reunimos con algunos inversores en España, pero aquí están más acostumbrados a productos B2C (bussiness to consumer, del negocio al consumidor), y nuestra idea sonaba muy arriesgada. No terminamos de despertar su interés. En Alemania los inversores están más acostumbrados a ideas y productos como el nuestro”, explica Llorente.

»Llorente nació y estudió en Madrid pero lleva 15 años fuera de España, los últimos en Alemania. Ha puesto en marcha varios negocios, y Narrativa es su último proyecto, en el que se embarcó con un antiguo mentor y un compañero de sus años en la universidad. En total son cuatro fundadores y seis trabajadores que se centran en el desarrollo del ‘software’ desde la universidad.

»Precisamente a desarrollo irán los nuevos fondos: contratarán a 9 personas más para que sigan mejorando a GabrieleAI. Entre otras cosas, quieren añadir el árabe a los idiomas en los que ya sabe escribir para introducirse en el mercado de contenidos en esa lengua. “Igual estamos intentando hacer mucho en poco tiempo”, bromea, “pero hay que aprovechar el momento”.»





«Estructuración del ensayo científico sobre contenidos interculturales y competencias escritoras en estudiantes universitarios»



Rosario Arroyo González y Abraham Francisco Jiménez Baena
«Estructuración del ensayo científico sobre contenidos interculturales y competencias escritoras en estudiantes universitarios»

Revista de investigación educativa, RIE, vol. 34, n.º 2, 2016

Revista de investigación educativa, RIE | Universidad de Murcia | Facultad de Educación | Departamento Métodos de Investigación y Diagnóstico en Educación | Asociacion Interuniversitaria de Investigacion Pedagógica (AIDIPE) | Murcia | ESPAÑA


Extracto de páginas 364-365 del artículo en PDF




«Se puede afirmar que los ensayos científicos de los estudiantes analizados se centran en desarrollar razones a favor, que apoyen unas premisas no explicitadas de una forma clara e inequívoca para ser demostradas. Estos datos se corresponden con un estudio sobre los ensayos realizado con una muestra de 32 estudiantes universitarios donde se concluye la ausencia de una estructura clara (Greasley & Cassidy, 2010 [When it comes round to making assignments: How to impress and how to `distress´ lecturers. Assessment & Evaluation in Higer Education, 35(2)]).

»Otro elemento que se destaca en la escritura de ensayos universitarios, es la expresión de una proyección o aplicación de carácter educativo del tema planteado; aceptada por la tendencia sociocultural del momento. Es decir en cuanto a con¬tendidos interculturales solo se expresan ideas estereotipadas sobre las relaciones entre variables sociales, económicas, políticas y culturales. Además, se pueden identificar premisas, contra-argumento, refutaciones y definición de conceptos, frecuentemente carentes de rigor, sin embargo se insiste en la relevancia social del tema que tratan.

»En segundo lugar se comprueba que aquellos estudiantes que expresan más ele-mentos estructurales en sus ensayos científicos, no presentan mayor frecuencia de competencias escritoras y viceversa, por lo que en esta muestra, la estructuración del texto es independiente del conocimiento que el sujeto muestra sobre sus competencias escritoras.

»Por último también se comprueba que el paso por diferentes cursos en la enseñanza universitaria no afecta al expresión de los elementos estructurales del ensayo científico, corroborando que la práctica regular de la escritura, en estos niveles, no es suficiente para producir textos que reúnan los criterios de calidad exigidos (Walker, Golde, Jones, Bueschel & Huntchingsl, 2008 [The formation of scholars: Rethinking doctoral education for the twenty-first century. San Francisco, CA: Jossy-Bass]).

»Además de lo expuesto se identifican importantes necesidades formativas del estu¬diante universitario en la construcción de ensayos científicos como son: a) la carencia de una presentación del tema a tratar, describiendo el interés personal por el mismo; b) la escasa presencia de citas de expertos e investigaciones; c) la ausencia de una diferenciación y progresión ordenada de las ideas que conduzca a síntesis finales y razones definitivas; y d) la inexistencia de referencias bibliográficas.

»Un estudio realizado por Sydney (2014 [Academic essay writing as imitative problem solving: examples from distance learning. Assessment & Evaluation in Higher Education, 39(3), doi: 10.1080/02602938.2013.822846]) demuestra, con una muestra de 22 ensayos, que los estudiantes universitarios sin una experiencia previa formativa en la construc¬ción de textos argumentativos científicos, reproducen las estructuras de los textos leído en el contexto académico, por lo tanto, las necesidades formativas de los estudiantes investigación está sugiriendo que, además de no haber pasado por un proceso de formación en la estructuración del ensayo científicos, los textos, que habitualmente leen en las materias universitarios, no ofrecen modelos suficientemente estructurados.

»Estas necesidades formativas expresas, unidas a que no existe una asociación entre las competencias escritoras que describe el estudiante, con su habilidad para estructurar el texto, por un lado; y a que esta estructuración no se ve afectada por la experiencia universitaria; está indicando, claramente, la necesidad de un intervención didáctica en este nivel formativo que incida en la enseñanza de competencias escritoras para la adecuada estructuración del ensayo científico.

»Sin duda, esta investigación presenta la limitación común en investigaciones educativas en profundidad y es la imposibilidad de generalizar los resultados, por centrarse en muestras pequeñas y no aleatorias. Sin embargo, si se está constatando un campo de necesidad en la formación universitaria que puede ser transferible en su intervención didáctica. A este fin, subvencionado por la Universidad de Granada y en el marco del Grupo de Investigación EDINVEST (HUM356) de la Junta de Anda¬lucía, se está diseñando un OCW para la enseñanza del ensayo científico multilingüe (español, inglés, alemán, italiano y catalán), que atienda las necesidad detectadas y pueda ser aplicado y evaluado en otras universidades nacionales e internacionales.»





julio 05, 2016

«Diseño de un curso bilingüe y “app” para estudiantes Erasmus en la UCLM: itinerarios didácticos por los Parques Nacionales de Castilla-La Mancha»



Óscar Jerez García y Jonathan Montero Pozo
«Diseño de un curso bilingüe y “app” para estudiantes Erasmus en la UCLM: itinerarios didácticos por los Parques Nacionales de Castilla-La Mancha»

en: La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Congreso Ibérico de Didáctica de la Geografía (7. 2015. Alicante), coord. por Rafael Sebastiá Alcaraz, Emilia María Tonda Monllor, San Vicente del Raspeig (Alicante), Universidad de Alicante, 2016. ESPAÑA


Extracto de páginas 344-345 y 350 del artículo en PDF




«Proyectos similares en la universidad de Castilla-La Mancha

»A la hora de analizar si se han llevado a cabo este tipo de actividades dentro de nuestra propia universidad, hemos acudido a varios centros de información, tanto deforma presencial como interactiva por medio de páginas web. La primera fuente de la cual se ha obtenido información es la página web de la Oficina de Relaciones Internacionales de la UCLM. En ella se redacta una guía para estudiantes visitantes, yen la misma hay un apartado denominado vida social y cultural. Dentro de este mismo apartado se encuentra una breve introducción sobre la Ruta de Don Quijote, pero no hay más información detallada. Esta Oficina de Relaciones Internacionales también organiza al comienzo del curso académico en Toledo una reunión de bienvenida a la cual acuden los estudiantes Erasmus de todos los campus, pero sin ninguna otra actividad relacionada con la naturaleza ni con salidas al campo.

»Todas las actividades que se llevan a cabo dentro del campus de Ciudad Real son gestionadas por medio de la asociación ESN (Erasmus Student Network), que en alguna ocasión ha realizado alguna salida de campo. Concretamente, durante el curso 2014/2015 la única excursión que dicho colectivo ha realizado a un lugar relacionado con la naturaleza ha sido al Parque Natural de Las Lagunas de Ruidera.


»Proyectos similares en universidades del entorno

»Para tener alguna referencia sobre proyectos o actividades similares que se hayan llevado a cabo en otras universidades se ha buscado información sobre las incluidas en el grupo G9, en el que se integra la UCLM.

»La primera universidad sobre la que se ha buscado información ha sido la de Cantabria. A partir de la información disponible en su Web no se ha encontrado actividades de naturaleza similar a la que aquí se presentan, si bien en esta universidad se realizan actividades sobre su patrimonio natural y cultural, pero de forma genérica para todos sus estudiantes. No hay ningún proyecto específico para estudiantes Erasmus.

»En la Universidad de Extremadura tampoco encontramos actividades para los estudiantes procedentes de otros países. La única similitud es un dosier en el cual se explica a estos estudiantes cómo es la ciudad,su clima, los servicios básicos, etc.

»De la misma manera, la Universitat de les Illes Balears no posee ninguna actividad relacionada con visitas a espacios naturales. Tan solo dispone de una agenda cultural en la cual se proponen una serie de actividades a lo largo del curso, pero que no están relacionadas con nuestra propuesta.

»En la Universidad de La Rioja, al igual que en las anteriores, solo disponen de una guía para orientar a los estudiantes extranjeros a su llegada y una lista con distintas actividades culturales, pero en ningún momento se detalla que sean para Erasmus.

»La Universidad de Oviedo es de las pocas en las cuales sí encontramos un apartado de actividades para estudiantes internacionales, aunque no hay un enlace que nos diga qué actividades en concreto se llevan a cabo. Como resumen, en su página principal se explica que hay una semana de bienvenida para dichos estudiantes, y actividades culturales y deportivas para su integración.

»En la Universidad del País Vasco no hemos encontrado ningún tipo de actividad cultural relacionada con estudiantes extranjeros en ninguno de sus tres campus: Álava, Bizkaia y Gipuzkoa.

»La Universidad Pública de Navarra presenta una gran oferta a sus estudiantes extranjeros con numerosas actividades en su llegada. Esta universidad organiza excursiones por la ciudad de Pamplona y reuniones informativas, pero ninguna actividad que muestre el patrimonio natural del entorno.

»Finalmente, en la Universidad de Zaragoza encontramos una página dedicada exclusivamente a las actividades culturales que se realizan por parte de la universidad, pero al igual que en las anteriores instituciones, no existe un conjunto de actividades específicas para estudiantes Erasmus relacionadas con salidas de campo e itinerarios didácticos.

»Podemos concluir indicando que no hemos encontrado antecedentes similares a nuestra propuesta didáctica. Por lo tanto, podemos afirmar que es un proyecto innovador tanto para la Universidad de Castilla-La Mancha como para el resto de universidades del G9, motivo por el cual pensamos que esta propuesta podría ser de interés por su valor educativo, formativo, didáctico, cultural y social.



»Organización de itinerarios didácticos

»Para poder aplicar nuestra propuesta didáctica correctamente, debemos definir y concretar qué es un itinerario didáctico, para qué nos va a servir y cuáles son sus funciones. Según la profesora Cambil Hernández, del departamento de Didáctica de las Ciencias Sociales de la Facultad de Educación de la Universidad de Granada: “los itinerarios didácticos son un recurso tradicional dentro de la enseñanza-aprendizaje. Centrándonos en el área de las Ciencias Sociales y, más concretamente, en la Didáctica del Patrimonio, consideramos que su utilización como recurso tienen una gran función educativa, ya que posibilitan la integración del estudiante en la realización de una práctica activa, proporcionan un contacto directo con el entorno y por lo tanto con la realidad, permiten profundizar en el conocimiento y adquirir métodos de trabajo, así como contrastar de forma experimental sucesos y hechos culturales e histórico-artísticos y adquirir sentimientos de protagonismo en su enseñanza por parte del estudiante, pasando de ser un sujeto pasivo a activo.” [Cambil, M. 2010. Las nuevas tecnologías y los itinerarios didácticos: el Museo de la Memoria de Granada. II Congrés Internacional de Didàctiques.]

»De acuerdo con Bailey, los itinerarios didácticos implican visiones amplias de áreas poco conocidas; son enseñanzas sobre el territorio, ya que suponen la explicación del paisaje en el campo. [Bailey, P. 1981. Didáctica de la Geografía. Madrid: Cincel.]

»Según la profesora Marrón Gaite (2000) se pueden diferenciar cuatro fases: delimitación del recorrido, razones de la elección de la zona como área de estudio, establecimiento de objetivos y realización de actividades en cada una de las paradas. [Marrón, Mª. J. 2000. Enseñar Geografía. De la teoría a la práctica. Madrid: Síntesis.]

»Una de las aportaciones más completas desde un punto de vista metodológico sobre la organización de itinerarios didácticos es el libro de Stephen Wass (1992). [Wass, S. 1992. Salidas escolares y trabajo de campo en la educación primaria. Madrid: Ediciones Morata.]



»[La propuesta aquí descrita]

»La propuesta aquí descrita es una programación didáctica planificada para poder ser impartida a estudiantes de otras nacionalidades que temporalmente estudian en la UCLM. Consideramos que es un proyecto de innovación educativa puesto que nunca antes se había implementado en esta universidad y no se han encontrado antecedentes similares en otras universidades próximas. Dotar a estos itinerarios didácticos de bilingüismo permite que todos los estudiantes que estén en la Universidad de Castilla-La Mancha puedan disfrutar sin ninguna barrera idiomática de la propuesta que ofrecemos.

»La aplicación para teléfonos móviles también es otra herramienta innovadora para ayudar a ubicarse y localizar algunos elementos del medio geográfico a visitar. Es un recurso didáctico básico y elemental en la era de las nuevas tecnologías asequible a la mayoría de usuarios que utilizan dispositivos móviles, lo que también permite realizar el itinerario de una manera independiente y autodidacta. Por último, esta actividad permite a través de un itinerario didáctico por el medio natural de un Parque Nacional desarrollar diversas competencias básicas entre el estudiantado, competencias de tipo social (al convivir y relacionarse durante la excursión estudiantes de diferentes países), cultural (al intercambiar conocimientos, modos de vida y costumbres diversas), digital (al hacer uso activo de la aplicación para móviles), lingüísticas (al utilizar como lenguas de comunicación el castellano y el inglés) y de interacción con el medio (al visitar los espacios naturales de dos Parques Nacionales españoles).»





junio 21, 2016

«Arte después de la inundación. Dos casos de procesamiento de la dislocación después de la catástrofe»



Verónica Capasso y María Antonia Muñoz
«Arte después de la inundación. Dos casos de procesamiento de la dislocación después de la catástrofe»

Política y Cultura, n.º 46, 2016
Número dedicado a: «Desastres, políticas públicas y sociedad civil»

Política y Cultura | Universidad Autónoma Metropolitana | Unidad Xochimilco | División de Ciencias Sociales | Departamento de Política y Cultura | México | MÉXICO


Extracto de páginas 80-81, 90, 93-94 y 97-98 del artículo en PDF




«La Plata, [NOTA 1] ciudad capital de la provincia de Buenos Aires, Argentina, sufrió la peor inundación de su historia el 2 de abril de 2013, dejando innumerables secuelas económicas, sociales, psicológicas y políticas. Llovieron casi 400 milímetros en pocas horas (más del doble que el promedio de todo el mes), rompiendo los registros históricos y ocasionando “el cimbronazo político del año”. [NOTA 2] La ciudad se inundó de manera desigual y la mayor parte del casco fundacional quedó anegado. [NOTA 3] También se inundó e incendió la refinería más importante del país [NOTA 4] en Ensenada. [NOTA 5] A esto se sumó el corte de luz en muchas zonas, incluso en hospitales. [NOTA 6] También se cortó el agua y no funcionó la telefonía móvil.

»Se calculó que la tragedia afectó al 34.7% de los hogares de la ciudad. Sus habitantes perdieron autos, electrodomésticos, muebles, ropa, calzado y alimentos y tuvieron consecuencias sobre su salud. En total, se perdieron bienes por más de 3 400 millones de pesos y se demostró que los muertos fueron principalmente por motivos de ahogo o electrocución debido a la ausencia de un plan de evacuación y emergencia [NOTA 7] desde el municipio. [NOTA 8] La nómina oficial de la localidad reconoce 52 muertos mientras que la causa del juez Arias reconoce 89 por la catástrofe y la cifra final que expone la investigación de Mc Kenzie y Soler asciende a 109 muertos, incorporando a quienes fallecieron por falta de luz en los hospitales, por estrés, por accidente cerebrovascular (ACV), por depresión, por enfermedades de transmisión hídrica. [NOTA 9]

»Al hablar de la inundación nos remitimos a los desastres naturales, los cuales han sido incorporados sistemáticamente a los estudios de las ciencias sociales después de la segunda guerra mundial. [NOTA 10] Los autores [NOTA 11] diferencian fenómeno natural de desastre natural, poniendo énfasis en las variables sociales como parte de las causas y consecuencias del mismo. Antes de avanzar sobre los problemas de estas definiciones, es necesario dar cuenta de las inundaciones como proceso relevante de ruptura de la trama social. En la zona de la ciudad de Buenos Aires y alrededores, donde se sitúa este estudio, las inundaciones han sido, hasta ahora, los desastres naturales de mayor impacto. [NOTA 12]


»[...]


»Ahora bien, en el terreno de las prácticas artísticas y culturales de la ciudad de La Plata posinundación, podemos identificar varias intervenciones que colaboraron con la reconstrucción de la trama comunitaria de diversas maneras. El evento artístico más importante fue el del 2 de abril de 2014, a un año de la tragedia. En esa fecha se produjo un encuentro de colectivos culturales autoconvocados desde la sociedad civil. Esta acción, denominada “Desbordes. Colectivo de Colectivos”, nucleó diferentes actividades, performances, esculturas, muestras de fotografías, una radio abierta, convirtiendo a la plaza central en lugar de encuentro, una gran performance colectiva. Con el objeto de denunciar el ocultamiento de los hechos referidos a la inundación (principalmente la cantidad real de muertos y la culpabilidad de los poderes ejecutivos en la falta de obras hidráulicas necesarias), las estrategias artísticas y comunicacionales fueron las herramientas elegidas para visibilizar, denunciar lo ocurrido y generar “ruidos” en el espacio urbano. La experiencia agrupó a más de 30 colectivos locales [NOTA 39] en la plaza en torno a estas demandas y en contra del municipio.

»Sintetizando, esta red a la que hemos hecho mención instaló en la opinión pública y en el espacio público una frontera articulada por sus demandas (verdad, justicia, realización de obras públicas) frente a la negación del municipio a responder a éstas.


»[...]


»“La marca del agua”, otro colectivo artístico también organizado después de la inundación para tratar la catástrofe, se caracterizó por generar otro tipo de prácticas artísticas. Su origen fue a partir de una “acción poética” [NOTA 49] que irrumpió la Feria del Libro municipal en el Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha. El grupo tenía el doble objetivo explícito de visibilizarse como editoriales locales excluidas [NOTA 50] de la feria y el propósito de visibilizar y denunciar “el silencio” sobre la catástrofe de la inundación, al cumplirse dos meses de la misma.

»Como ya señalamos, la experiencia estética política trasmuta el orden social, modificando la división de lo sensible, expresando una experiencia espacio-temporal diferenciada. [NOTA 51] El grupo (como los murales) interrumpió el curso normal del evento. Frente a la mirada sorprendida de los participantes de la feria, el colectivo repitió varias veces una poesía, que a la vez que describía el desastre natural, denunciaba el tratamiento que se hacía desde el municipio y los medios de comunicación asociados con él: “desde la puñalada de la espalda, nos queda esta intemperie desmedida, de galopar de la crónica perfecta, la misma que los noticieros desafían, en su banquete diario de perversión y especuladora miseria”. Pero en esta experiencia colectiva se define un enemigo.

»Los textos leídos fueron producción de autores locales (del staff de las editoras ausentes en la feria), tocando fundamentalmente el tema de la inundación como un hecho no natural sino de carácter político. [NOTA 52] Desde diferentes lugares de la feria en el Pasaje Dardo Rocha, desplegaron sus expresiones desorganizando el espacio distribuido a los invitados (Imagen 3).



»Al comenzar con el recitado de las poesías, como se observan en los registros audiovisuales, comenzaron a subir el volumen de la música ambiente, señal de que la acción incomodaba la organización de la feria, por lo que terminaron gritando para ser escuchados. A esto se sumó el acercamiento de los custodios con gestos amenazadores al colectivo y con el objeto de volver a la habitual circulación de la feria.


»[...]


»Como en toda catástrofe, la inundación de la ciudad de La Plata del 2 de abril de 2013 generó rupturas en la trama de significados del marco simbólico de sus habitantes (dislocaciones) pero también numerosas respuestas ciudadanas. En el presente trabajo nos abocamos a examinar las experiencias artísticas colectivas como formas de tramitar esa dislocación.

»Se pudo observar que, en tanto acciones artísticas, su lenguaje (la poesía, los murales, el teatro, etcétera) alteran la palabra normal y al discurso “correcto”, para darle significados de maneras diferentes. En el caso de la producción colectiva de los murales, se provocaron distorsiones en el espacio urbano, se generaron relaciones de horizontalidad y comunalidad para tramitar el trauma y crear una memoria (aumentando las capacidades de resiliencia y potencias democráticas de lo barrial). Pero no se eligió volcarse a la escena pública para luchar contra un enemigo, elemento básico para definir una relación social como política.

»“La marca del agua”, en cambio, irrumpió el espacio público institucional (El Pasaje Dardo Rocha) a partir del ejercicio de la poesía. En este caso, eligió un enemigo y tuvo una argumentación de la igualdad en su discurso (mostrando lo que la política debería hacer y señalando el daño), a la vez que propuso un doble descentramiento: el efecto sorpresa de su intervención. Aquí el orden social fue interrumpido y éste actúo en consecuencia. Pero el fundamento de toda práctica es relacional y contingente.

»Partir de este enfoque nos permitió dar luz a otro elemento de las respuestas ciudadanas. Por más que los colectivos tengan una intención, no alcanza con, por ejemplo, señalar un enemigo, sino que también hay que volcarse en el escenario público y que el encuentro se realice. La contextualidad, o dicho de otra manera, la trama en que se inserta la acción, también es sumamente relevante. Por ejemplo, un dispositivo artístico colabora con la significación de la catástrofe de una manera diferencial si se realiza en un contexto de coerción y supresión de la inundación o si se realiza en un contexto artístico más amplio donde se intenta tematizarlo.

»Comparando las dos experiencias se demostró que la que tuvo más perseverancia en lo temporal, gracias a la mayor complejidad de la coordinación colectiva para tramitar la dislocación, fue la de carácter social (“Volver a habitar”). La intrusión política, no obstante, se sumó al conjunto de experiencias colectivas políticas pero se mantuvo de manera efímera, sin mayores efectos para superar el problema del tiempo y del espacio. Dicho de otra manera, configuró nuevas temporalidades y nuevas espacialidades donde la impronta de la argumentación polémica igualitaria quedó como “marca” en la ciudad. Tal vez la ausencia de la organización política y sólo la perseverancia en las técnicas estéticas fue causa de su poca efectividad en el tiempo (aunque es imposible extenderse en este texto sobre el tema). Pero ambas experiencias colectivas generaron, desde sus intervenciones artísticas, diferentes formas de reconstrucción dislocatoria, dándole al arte su carácter social o político.

»Las prácticas artísticas colectivas en el contexto de la inundación, aunque no resolvieron situaciones materiales urgentes, fueron tan valiosas, como otro tipo de prácticas sociales. El dispositivo artístico se volvió fundamental para la construcción de la solidaridad y la producción de la memoria.

»Como reflexión final queremos ensayar una idea que será el punto de partida de otros. Es necesario pensar en qué tipo de articulación del procesamiento social y político se tiene que dar para dejar mayores “marcas” temporales y “habitar” mejor los espacios urbanos frente a los desastres (no naturales) provocados por relaciones sociales desiguales. No obstante, como todo proceso colectivo, la contingencia emerge como valor incalculable en la planificación de los actores.



[NOTAS]

»[NOTA 1] Es importante tener presente que La Plata se diseñó y planificó desde su fundación en 1882. La traza fue concebida por el arquitecto Pedro Benoit con los cánones del urbanismo del siglo XIX y se caracteriza por una estricta cuadrícula con avenidas y diagonales. A medida que fue creciendo la población, esta programación urbana fue siendo cada vez menos eficaz. La ciudad crece siguiendo las reglas del mercado y la especulación inmobiliaria y no las de una planificación estatal sustentable e integral, ocupando formal e informalmente áreas de alto riesgo ambiental. La ciudad se encuentra sobre la cuenca hídrica del Río de la Plata, con los arroyos El Gato, Regimiento, Pérez, Maldonado, Garibaldi y sus respectivas ramificaciones rodeadas de viviendas.

»[NOTA 2] Josefina López Mac Kenzie y Martín Soler, 2A. El naufragio de La Plata, La Plata, La Pulseada, 2014, pp. 15-21.

»[NOTA 3] La lluvia desbordó el arroyo El Gato, de 35 kilómetros de longitud, cruza de oeste a este el partido de La Plata y Ensenada. Son 380 mil las personas que habitan en su cuenca, muchas en asentamientos precarios.

»[NOTA 4] La refinería de Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) Ensenada, es la planta industrial más grande de la Argentina. La empresa está dedicada a la exploración, explotación, destilación, distribución y venta de petróleo y sus productos derivados.

»[NOTA 5] Ensenada es uno de los 135 partidos de la provincia argentina de Buenos Aires. Forma parte del Gran La Plata.

»[NOTA 6] En el Hospital Español, el agua arrastró todo tipo de equipamiento y el corte de luz generó que haya que evacuar el área de terapia intensiva, por lo que murieron los pacientes que se encontraban ahí internados.

»[NOTA 7] “Encuesta de impacto socioeconómico de las inundaciones, del Centro de Estudios Distributivos, Laborales y Sociales (Cedlas) de la Facultad de Ciencias Económicas de la Universidad Nacional de La Plata, entrevista a María Laura Alzúa sobre el relevamiento del CEDLAS”, Facultad de Ciencias Económicas, La Plata, Argentina [http://www.econo.unlp.edu.ar/ articulo/2013/6/4/entrevista_a_maria_laura_alzua_sobre_el_relevamiento_del_cedlas#sthash.YUXHhKqk. dpuf], fecha de consulta: 1 de marzo de 2016.

»[NOTA 8] Pablo Bruera era intendente de la ciudad de La Plata desde el 2007. En ese momento vacacionaba en Brasil y llegó a la irresponsabilidad política de decir que se encontraba en la ciudad, cuando aún no había vuelto.

»[NOTA 9] Josefina López Mac Kenzie y Martín Soler, 2A. El naufragio de La Plata, op. cit., pp. 242-250.

»[NOTA 10] Stacey Menzel Baker, “Vulnerability and Resilience in Natural Disasters: A Marketing and Public Policy Perspective”, Journal of Public Policy & Marketing, 28 (primavera), 2009, pp. 114-123.

»[NOTA 11] Claudia Natenzon, “Catástrofes naturales, riesgo e incertidumbre”, Buenos Aires, Flacso, Serie de Documentos e Informes de Investigación núm. 197, 1995; y “Vulnerabilidad social, catástrofes y cambio climático. Comentarios temáticos, teóricos y metodológicos para América Latina”, II Conferência Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul, Universidad de São Paulo, 2005. Silvia González, Julieta Barrenechea, Elvira Gentile y Claudia Natenzon, “Riesgos en Buenos Aires. Caracterización preliminar”, Seminario de investigación urbana El nuevo milenio y lo urbano, Instituto de Investigaciones Gino Germani, Instituto de Geografía y CEURCEA de la UBA, Instituto del Conurbano, UNGral. Sarmiento y Universidad de Quilmes, 1998.

»[NOTA 12] Silvia González, Julieta Barrenechea, Elvira Gentile y Claudia Natenzon, “Riesgos en Buenos Aires...”, op. cit.; Carlos Paoli, “Crecidas e inundaciones: un problema de gestión”, Simposio sobre las inundaciones en la República Argentina: resistencia, Academia Nacional de Geografía/UNNE, 2000; Vicente Barros, Ángel Menéndez y Gustavo Nagy, El cambio climático en el Río de la Plata, Buenos Aires, AIACC/CIMA, 2005, pp. 3-121; Jésica Viand y Silvia González, “Crear riesgo, ocultar riesgo: gestión de inundaciones y política en dos ciudades argentinas”, Primer encuentro de investigadores en formación en recursos hídricos, Ezeiza, Instituto Nacional del Agua (INA), 2012.

»[NOTA 39] Una gran cantidad de grupos generaron este punto de encuentro: MALISIA, Pixel Editora, Club Hem Editores, Síntoma Curadores, Colectivo Libélula, Volver a habitar, La Grieta, Laboratorio de ideas, La marca del agua, Prohibido olvidar, Colectivo Mostro, La talita dorada/ Detectives salvajes, Lectores Salvajes, ARECIA La Plata y Medios Populares LP (La Pulseada, Otro Viento, Estructura Mental a las Estrellas, Mascaró, De Garage, Anred, Radionauta, Radio Estación Sur, Radio Futura, La charlatana, Tinta Verde, Letercermonde, Marcha), Casona C’est La Vie.

»[NOTA 49] El grupo denomina así su actividad: “acción poética”.

»[NOTA 50] Sus integrantes pertenecen a las editoriales locales Pixel Editora, Club Hem Editores y Estructura Mental a las Estrellas, por ello la elección del dispositivo texto (la poesía) y su enunciación.

»[NOTA 51] Jacques Rancière, Sobre políticas estéticas: Barcelona, Museu d'Art Contemporani de Barcelona, 2005.

»[NOTA 52] Textos escritos por Omar Crespo, Marcos Saa y Gonzalo Leiva Acosta [https://www. facebook.com/pages/La-marca-del-agua/385807198204793?fref=ts].»